domingo, 28 de setembro de 2008

Ontem foi também o "Dia do Idoso"...

A memória da velhice

Preservar a vida é o mais arraigado dos instintos. Na evolução das espécies, a seleção natural cuidou de eliminar os incapazes de defendê-la com unhas e dentes.
Os seres humanos não constituem exceção. Mas, pelo fato de sermos animais racionais, aceitamos determinados limites para a duração da existência; mantê-la a qualquer custo não nos parece sensato. A perda irreversível da memória configura uma dessas situações. Incapazes de lembrar quem somos e de entender o que se passa a nossa volta, de que vale a condição humana?
A perda progressiva de memória associada ao envelhecimento é característica comum a um conjunto de patologias que a medicina classifica como demências (termo que nada tem a ver com loucura), das quais a doença de Alzheimer é a mais prevalente. A incidência de quadros demenciais aumenta com a idade: aos 70 anos, já acometem entre 10% e 15% da população; aos 90 anos, entre 50% e 60%.

Reserva cognitiva acumulada

As primeiras manifestações da doença de Alzheimer são insidiosas, caracterizadas por pequenos lapsos de memória que podem passar despercebidos durante anos, até a pessoa esquecer o endereço de casa ou estranhar a fisionomia de um filho.
Em agosto de 2005, a revista "Science" publicou um artigo que reúne a informação científica apresentada na Conferência Internacional sobre Prevenção da Demência, realizada dois meses antes, em Washington.
Ainda na década de 1970, foi aventada a hipótese de que as atividades intelectuais, ao aumentar o número e a versatilidade das conexões (sinapses) entre os neurônios, criariam uma espécie de reserva cognitiva passível de ser utilizada na velhice. Em 1977, um grupo do St. Lukes Medical Center, de Chicago, estudando 642 idosos, demonstrou que cada ano de escolaridade formal reduziria o risco de desenvolver Alzheimer em 17%.
O resultado levou o mesmo centro a acompanhar, a partir de 1995, um grupo de padres e freiras submetidos periodicamente a uma bateria de 19 testes de avaliação da capacidade intelectual. Em 2003, depois de analisar 130 cérebros dos religiosos falecidos, os autores concluíram que a presença das placas no sistema nervoso, características da doença de Alzheimer, não guardava relação com os níveis de escolaridade. Mas, a bateria de testes aplicados em vida indicava que as habilidades cognitivas eram preservadas por mais tempo nos religiosos mais instruídos. Neles, a doença só se manifestava quando eram encontradas cinco vezes mais placas do que nos outros.
Com os mesmos objetivos, um grupo da Universidade de Minnesota conduziu o célebre "Estudo das Freiras", no qual foram analisados ensaios biográficos que 678 freiras nascidas antes de 1917 haviam escrito ao serem admitidas no convento, aos 20 anos. As irmãs com menor versatilidade lingüística naquela época desenvolveram Alzheimer mais precocemente e, ao morrerem, seus cérebros exibiam as placas características da enfermidade.
Inquéritos populacionais conduzidos em São Paulo pela Unifesp encontraram maior prevalência de demências entre os analfabetos e os que não haviam concluído o primeiro grau. Da mesma forma, em 109 pares de gêmeos idênticos matriculados no Registro Sueco de Gêmeos, nos quais apenas um dos irmãos desenvolveu demência, o gêmeo saudável, estatisticamente, havia estudado mais tempo.

Estímulos intelectuais e atividade física

Ao comentar essas pesquisas, o pesquisador Robert Friedland concluiu que não apenas a leitura, mas simples passatempos como a montagem de quebra-cabeças ou a prática de palavras cruzadas são atividades capazes de proteger o cérebro. No final, acrescentou que vários trabalhos demonstram que assistir à televisão está associado ao efeito contrário: aumenta a probabilidade de Alzheimer. Num inquérito conduzido entre 135 portadores da doença, comparados a 331 de seus familiares saudáveis, cada hora diária adicional diante da TV multiplicou o risco de Alzheimer por 1,3.
Vários estudos apresentados na conferência reforçam a idéia de que nem só do intelecto vive o cérebro: o exercício físico também é capaz de torná-lo mais resistente.
Anos atrás, uma avaliação dos resultados obtidos em 18 pesquisas (meta-análise) envolvendo mulheres e homens de 55 a 80 anos demonstrou que a vida sedentária aumenta o risco de demência. Desde então, surgiram vários estudos sobre o tema.
Os mais importantes foram realizados na Universidade da Califórnia, com cerca de 6.000 mulheres com mais de 65 anos, em Harvard, com mais de 18 mil mulheres, e na Universidade Johns Hopkins, com mais de 3.000 participantes de ambos os sexos. Os resultados são inequívocos: quanto maior o tempo gasto em atividades físicas, como andar (principalmente), mais lento o declínio da capacidade cognitiva.
Trabalhos experimentais confirmam essa conclusão: o exercício físico melhora o fluxo sangüíneo cerebral através da formação de novos capilares no córtex -área essencial para a cognição - e induz a produção de proteínas que estimulam o crescimento e favorecem a formação de novas conexões entre os neurônios.
Essas pesquisas estão sujeitas a um viés metodológico: será que a menor versatilidade lingüística demonstrada pelas freiras aos 20 anos, a menor dedicação à escolaridade formal e às atividades intelectuais, o maior número de horas passivas na frente da TV e a pouca disposição para atividades físicas já não fariam parte de um conjunto de manifestações extremamente precoces das demências que irão se instalar na senectude?
Impossível ter certeza, mas vale a pena acreditar na idéia de que, através de estímulos intelectuais e da atividade física, será possível preservar, na idade avançada, a experiência e as habilidades cognitivas acumuladas com tanto esforço no decorrer da vida.

Por Draúzio Varella


sábado, 27 de setembro de 2008

Tempo é vida. Doe órgãos. Doe vida.

Neste sábado, é comemorado o Dia Nacional do Doador de Órgãos, em meio à campanha do Ministério da Saúde de incentivo à doação, lançada em 25 de setembro. Com o tema, "Tempo é vida. Doe órgãos. Doe vida. Para ser um doador, avise sua família", o governo chama a atenção para o que tem sido mais um dos empecilhos para a realização de mais transplantes no país: a decisão dos familiares.

Mesmo que o paciente manifeste em vida o desejo de doar, cabe ainda à família autorizar ou não a retirada de órgãos e tecidos. E, como ainda há muitos mitos e dúvidas envolvendo o assunto, a decisão - que já é rodeada por um forte impacto emocional - fica ainda mais difícil.

A doação de órgãos - com exceção das doações feitas em vida - só pode ser feita com a detecção da morte encefálica, ou morte cerebral, como é mais conhecida. A morte por parada cardíaca possibilita apenas a retirada de tecidos, como córneas, pele, ossos e cartilagens. Em alguns países, são retirados órgãos de mortos por parada cardíaca, mas isso não ocorre no Brasil.

Quando há a parada total e irreversível das funções cerebrais. Nesse caso, os outros órgãos do paciente, como o coração, continuam funcionando por meio de aparelhos. Para comprovar a morte encefálica, é preciso o diagnóstico clínico feito por, pelo menos, dois médicos diferentes, em um intervalo - normalmente a cada seis horas - que varia para cada faixa etária. Por último, é feito um exame complementar que comprove a ausência de atividade cerebral, seja ela atividade elétrica, metabólica ou ausência de circulação sangüínea.

O Brasil é o segundo país em número de transplantes, em geral. O primeiro lugar fica com os Estados Unidos. No entanto, considerando a dimensão da população brasileira ainda estamos muito atrás.

A doação de córneas é a mais realizada no País, porque é a mais simples no que diz respeito à técnica para realização do transplante. Além disso, este tecido pode ser retirado de doadores com morte cardíaca. No Estado de São Paulo, por exemplo, não há fila para o transplante de córneas. É preciso esperar apenas alguns dias para a cirurgia. Já os transplantes menos realizados são os de pulmão e coração, porque, mesmo com a intenção de doar, é mais difícil manter a qualidade desses órgãos.


Saiba quais órgão podem ser doados:

- Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);
- Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);
- Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);
- Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);
- Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
- Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
- Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);
- Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
- Pele;
- Válvulas Cardíacas.


Quais doações podem ser feitas em vida?

Alguns órgãos e tecidos podem transplantados com o doador em vida. São casos de um órgãos duplo, como o rim, do pâncreas, de uma parte do fígado (até 70% dele) ou do pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais). Também é possível doar tecidos, como a medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue). Normalmente, a doação em vida é feita para beneficiar um parente ou amigo. E só é realizada se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.


Fonte: Ministério da Saúde, Terra Vida e Saúde





sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cuidado na hora de comprar medicamentos: você pode estar comprando "gato por lebre"!!!

Falsificação de remédios movimenta US$ 75 bilhões, diz laboratório

A falsificação de remédios movimenta pelo menos US$ 75 bilhões no mundo, afirmou nesta sexta-feira o diretor de segurança global da companhia Pfizer, David Shore.

Segundo Shore, é "muito difícil conhecer a magnitude real do problema". Ele diz que o mercado paralelo cresça ao ano a um ritmo de 30%.

A internet se transformou no trampolim deste comércio de escala global. Conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde), 62% dos medicamentos vendidos na web são falsos.

Segundo os prognósticos do Center for Medicine in the Public Interest, dos Estados Unidos, este mercado alcançará um volume de aproximadamente 55,5 bilhões de euros em 2010, com um aumento de mais de 90% desde 2005.

Procedimentos para não comprar remédios falsificados

Vejam os procedimentos fornecidos pelo Ministério da Saúde para você não comprar remédios falsificados ou sem validade.

1º) Só compre medicamentos em farmácias e drogarias, de preferência em estabelecimentos idôneos. Nunca compre em feiras e camelôs.

2º) Verifique sempre na embalagem do medicamento:

a. Se consta a data de validade do produto.

b. Se o nome do produto está bem impresso e pode ser lido facilmente.

c. Se não há rasgos, rasuras ou alguma informação que tenha sido apagada ou raspada.

d. Se consta o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia.

e. O registro do farmacêutico responsável deve ser do mesmo estado em que a fábrica do medicamento está instalada.

f. Se consta o número do registro do medicamento no Ministério da Saúde.

3º) Soros e xaropes devem vir com lacre. Isso é obrigatório para todos os medicamentos líquidos. Não compre medicamentos com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam facilmente ou estejam apagados e borrados.

4º) A bula não pode ser um cópia xerox. Se a bula do medicamento não for original, não aceite o produto.

5º) Exija sempre nota fiscal da farmácia ou drogaria. Nela deve constar, além do nome do medicamento, o número do lote. Guarde com você a nota fiscal, a embalagem e a cartela ou frasco do medicamento que está sendo usado. Eles são seu comprovante, em caso de irregularidade, para você poder dar queixa.

6º) Evite a automedicação, essa prática é perigosa. Você pode ter efeitos imprevistos ou até agravar uma doença por tomar um medicamento errado ou sem efeito.


Fonte: Folha online, Vya Estelar


Isso é inadimissível: estão "brincando" com as nossas vidas!!!!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Confira: aberto edital destinado à pesquisas epidemiológicas sobre saúde de adolescentes!!!

R$ 6,5 milhões para saúde de adolescentes

Agência FAPESP – A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abriu edital para destinar até R$ 6,5 milhões para um inquérito epidemiológico nacional que deverá investigar os atores de risco cardiovasculares e diabetes em adolescentes.

Segundo a instituição, o objetivo é determinar a magnitude da ocorrência de diabetes e outros fatores de risco cardiovasculares, individuais e potenciais, em adolescentes de 12 a 17 anos nas populações brasileiras de cidades com mais de 100 mil habitantes. O prazo para o envio de projetos termina dia 21 de outubro.

O período de execução do projeto deverá ser de até 36 meses. As instituições acadêmicas que se candidatarem passarão por três etapas de avaliação: pré-qualificação, avaliação de mérito e análise técnico-jurídica.

O resultado está previsto para o fim de novembro. Do total de recursos aportados, R$ 3 milhões são oriundos do Fundo Setorial CT-Saúde e R$ 3,5 milhões do Ministério da Saúde.

A pesquisa deve ajudar a traçar estratégias nacionais de prevenção à síndrome metabólica, caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares, vasculares periféricas e diabetes. A síndrome metabólica é associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Atenção: seu mau humor pode ser doença!!!!




Doença do mau humor acomete três vezes mais mulheres do que homens

ERIKA MORAIS
da Revista da Hora

Se de uma hora para a outra, sem motivo aparente, você se pega reclamando de tudo e passa a maior parte do tempo de mau humor, com dificuldades em sentir prazer em atividades de rotina, sempre com cansaço e falta de energia, fique atento, você pode estar sofrendo de uma doença chamada distimia.

A distimia é um transtorno de humor, considerado um tipo de depressão leve que ocorre em cerca de 5% da população geral e acomete três vezes mais mulheres do que homens.

De acordo com Luiz Alberto Hetem, da Associação Brasileira de Psiquiatria, a doença se diferencia do mau humor comum, um sentimento que todos podemos sentir em diversos momentos de nossas vidas. "Na distimia, a pessoa fica mau-humorada, irritada, impaciente e com sintomas depressivos, como alteração no sono e no apetite, durante a maior parte do dia, por meses ou anos", afirma Hetem.

Para Ricardo Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, ficamos mau-humorados quando passamos por uma situação desagradável no trânsito, quando sentimos frio ou calor demais ou quando nos sentimos incomodados por alguma dor física. "O distímico é diferente, ele sente o mau humor, além de outros sintomas, sem motivo aparente e durante a maior parte do dia."

De acordo com os especialistas, os distímicos tendem a acreditar que o mau humor constante é apenas um traço de sua personalidade. "Por acreditarem que seu comportamento é normal, demoram a procurar ajuda", afirma Hetem. Para o psiquiatra, a demora em procurar um especialista pode levar os distímicos a uma depressão mais grave.

Tratamento

Os médicos afirmam que, em alguns casos, há possibilidade de cura. Em outros, porém, o tratamento é constante e sem previsão de término. "Isso depende de cada pessoa, mas o tratamento é feito por meio de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, assim como em outros casos de depressão", conta Moreno

Quando o mau humor vira doença

Fique atento
É comum passar por situações que provocam o mau humor. A irritação e a impaciência vêm, por exemplo, quando estamos presos no trânsito, com calor ou frio demais ou quando sentimos uma dor forte. Mas quando a rabugice é predominante na maior parte do tempo e está associada a outros sintomas é sinal de que é necessário procurar um médico, pois pode se tratar de distimia

O que é
Distimia é um transtorno do humor. É considerada um tipo de depressão leve. Se o mau humor é predominante durante a maior parte do dia e dura meses ou anos, a pessoa pode estar sofrendo de distimia. Mas apenas um profissional poderá dar o diagnóstico da doença e indicar o tratamento adequado

Sintomas
- Mau humor que dura a maior parte do dia
- Cansaço ou sensação de falta de energia
- Preocupação excessiva
- Alteração no sono e no apetite
- Baixa auto-estima, irritabilidade, negativismo desânimo e melancolia
- Mesmo as atividades mais simples passam a exigir muito esforço
- Dificuldade de sentir prazer com o dia-a-dia
- Dificuldade para se concentrar, tomar decisões e acompanhar o ritmo dos colegas de trabalho
- Insatisfação constante e tendência a supervalorizar acontecimentos negativos

Quem pode ter
- Pessoas de todas as idades
- Acomete de duas a três vezes mais mulheres do que homens
- É mais comum entre jovens adultos (entre 25 e 35 anos)

Pode provocar
- Isolamento social
- Problemas conjugais e familiares
- Queda no desempenho profissional e escolar
- Abuso de drogas e alcoolismo

Tratamento
Na maioria dos casos o tratamento é feito com o uso de medicamentos antidepressivos e com psicoterapia

Fontes: Luiz alberto Hetem, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); e Ricardo Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

OS DEZ MANDAMENTOS para MÉDICOS do SUS!!!!

Dizem que pra facilitar o diagnóstico e padronizar o atendimento de seus pacientes os médicos do SUS intituiram dez procedimentos infalíveis.......

1- Se você não sabe o que tem, dê VOLTAREN;

2- Se você não sabe o que viu, dê BENZETACIL;

3- Apertou a barriga e fez 'ahn', dê BUSCOPAN;

4- Caiu e passou mal, dê GARDENAL;

5- Tá com uma dor bem grandona? Dê DIPIRONA;

6- Se você não sabe o que é bom, dê DECADRON;

7- Vomitou tudo o que ingeriu, dê PLASIL;

8- Se a pressão subiu, dê CAPTOPRIL;

9- Se a pressão deu mais uma grande subida, dê FUROSEMIDA!

10- Chegou morrendo de choro, passe um SORO.

E mais:

Arritmia doidona, dê AMIODARONA...

Pelo não, pelo sim, dê ROCEFIN

NÃO ESQUECENDO QUE O DIAGNÓSTICO É QUASE SEMPRE VIROSE.....


Boa semana a todos!!!!

 

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Confira: namorar faz muito bem à saúde!!

Em tempos de sexo sem compromisso e relacionamentos instáveis, uma nova corrente de estudiosos chama a atenção para os benefícios de dar e receber afeto. Segundo os especialistas, o bem-estar proporcionado por uma união de cumplicidade diminui o estresse, dá uma força ao sistema imunológico e ainda garante mais disposição para as outras atividades do dia-a-dia!!!!!!


Namorar é preciso...

POR RITA TREVISAN

"Amar é, acima de tudo, dar um presente a si mesmo", já dizia o escritor francês Jean Anouilh, no século passado. A novidade é que, mais recentemente, vários estudiosos ligados às áreas da Medicina e da Psiquiatria têm se esforçado para provar que a frase não só faz sentido como deve servir de incentivo para que os casais namorem mais e melhor. "Ultimamente, a maioria das pessoas vem privilegiando as vantagens da vida sexual e prescindindo do namoro. É claro que sexo é muito bom, porém sexo com intimidade é muito melhor", defende a professora de Psiquiatria e colunista da Viva Saúde Carmita Abdo, que também é coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

A socióloga e educadora Silvana Barolo, que atua há muitos anos na área de RH, tratando com especial cuidado a questão da afetividade e da sexualidade, fundou a ONG S.A.B.E.R. (Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade) justamente com o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância de dar atenção a essas áreas específicas do desenvolvimento humano. A associação, que acaba de completar um ano, reúne uma equipe multidisciplinar e presta atendimento gratuito. "Nossa meta é ajudar casais a despertarem para eventuais problemas, além de orientá-los sobre como encontrar soluções, visando a uma melhora na qualidade de vida", explica. Ela defende que, para garantir boa saúde, é preciso dedicarse mais ao namoro. "Gastamos 99% do nosso tempo com os compromissos profissionais ou com as outras atividades que fazem parte da rotina - como cuidar dos filhos e administrar a casa. Sobra muito pouco para a afetividade e a sexualidade", analisa Silvana, que reúne essas e outras reflexões no livro Namoro é saúde, do qual é co-autora.

Sexo é qualidade de vida

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera a sexualidade saudável como um dos quatro principais indicadores de qualidade de vida de uma população. Nessa dimensão de sexualidade, estão envolvidos o afeto, a comunicação, o carinho e o erotismo. "A pessoa sexualmente realizada tem mais auto-estima, o que reflete em uma dose extra de energia e determinação. Por isso, dizemos que namorar é saúde", diz Silvana.

Na pesquisa Mosaico Brasil - uma investigação conduzida pelo ProSex e patrocinada pelo laboratório Pfizer -, a maioria dos mais de 1.700 entrevistados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais consideram o sexo importante ou muito importante para a harmonia do casal. "Usufruir do prazer sexual faz bem. Porém, se o casal puder, além de aproveitar essas sensações, dividir um projeto de vida e ter uma relação de cumplicidade, os benefícios para a saúde serão muito maiores", confirma Carmita. Ela diz que o afeto e o carinho oferecem uma sensação de bem-estar capaz de melhorar até as respostas do sistema imunológico. "Pessoas que se sentem amadas e queridas respondem melhor às situações de estresse e, com isso, se mostram mais resistentes a doenças", garante.

Toque que acalma

Diversos estudos no mundo todo têm se dedicado a provar que o afeto realmente traz benefícios tanto à saúde física quanto à mental. Um exemplo é a pesquisa recém-divulgada, e conduzida por uma equipe de neurocientistas da Universidade de Virgínia, nos EUA. Ela oferece indícios claros de que um simples toque da pessoa amada pode reduzir sensivelmente as reações de estresse do organismo diante de uma situação inesperada.

O experimento envolveu 16 casais e, para a realização do teste, as mulheres entraram em tubos de ressonância magnética e suas imagens cerebrais foram monitoradas enquanto recebiam uma leve descarga elétrica no tornozelo. A resposta natural do organismo foi o aumento da atividade cerebral nas regiões que envolvem as emoções de dor e medo. Num segundo momento, os especialistas analisaram as reações dessas mesmas mulheres ao sentirem que seus parceiros as seguravam pelas mãos. O exame mostrou baixa significativa nas respostas negativas antes desencadeadas pelo corpo.

A conclusão dos pesquisadores não poderia ser mais animadora: o toque de uma pessoa com quem se tem uma relação de afeto é capaz de diminuir a atividade dos hormônios relacionados ao estresse, melhorando, até mesmo, a capacidade de reação do sistema imunológico.


Tá muito fácil de fazer!!! Por isso você ainda tá duvidando dos benefícios descritos aqui??? Então confira o resultado de mais uma pesquisa, depois não vai dizer que nós não avisamos.......


Toque carinhoso pode até aliviar a dor, diz pesquisa

Um toque carinhoso pode ajudar a aliviar a dor, ajudar crianças em seu desenvolvimento e auxiliar em tratamentos para depressão, segundo uma pesquisa apresentada nesta semana no Festival de Ciências da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, em Liverpool.

Segundo o neurocientista Francis McGlone, da Universidade de Liverpool, um sistema de fibras nervosas presentes na pele responde a toques carinhosos, do mesmo modo que os receptores de dor, e quando estimulado, pode, inclusive, diminuir a atividade nos nervos que transportam a sensação de dor.

O cientista e seus colegas das universidades de Uppsala e Gotemburgo, na Suécia, explicam que há três tipos principais de fibras nervosas na camada exterior da pele. Eles são divididos de acordo com a velocidade com que conduzem - como um fio - as atividades bioelétricas para o cérebro.

Dois desses tipos são chamados de fibras A, e são cobertos por uma camada de gordura (mielina) que atua como um isolamento em volta do fio e contribui para a alta velocidade de condução.

Mas o terceiro tipo, chamado de fibras C, não tem a camada de mielina e tem velocidade mais lenta. As fibras A são responsáveis pelo sinal quase instantâneo, que provoca uma reação por reflexo antes mesmo que o cérebro possa identificar o que houve.

As fibras C, da chamada "segunda dor", são as que levam a sensação da dor mais profunda e duradoura ao cérebro.

Os cientistas descobriram que também há fibras do tipo C que respondem a estímulos de prazer. E quando elas são estimuladas, a atividade nas fibras condutoras de dor diminui.

Sensibilidade

Segundo a pesquisa, assim como com a dor, algumas partes do corpo são mais sensíveis ao toque do que outras, e a sensação de prazer proporcionada é diferente da obtida quando o carinho é aplicado a áreas sexuais.

Essas fibras levariam o sinal de prazer para a região do cérebro responsável por "recompensas", e explicaria ainda por que as pessoas gostam de passar cremes, escovar os cabelos e até porque um abraço, ou mesmo a mão no ombro podem ser mais eficientes, no alívio da dor, do que palavras.

Para isolar os nervos responsáveis pelo prazer, os cientistas construíram um "estimulador de tato rotativo" - uma máquina de acariciar voluntários.

"Nós construímos um equipamento muito sofisticado, então, o estímulo (do tato) pode ser repetido bastante", disse McGone.

"Nós acariciamos a pele (do antebraço, da canela e do rosto) com um pincel em diferentes velocidades e depois pedimos aos voluntários que dissessem o quanto gostaram de cada movimento."

Ele também inseriu microeletrodos nos nervos da pele, para registrar os sinais nervosos enviados da pele para o cérebro.

Os cientistas concluíram que o carinho apontado como o mais prazeroso era também o que provocava maior resposta nervosa.

Nova dimensão

Os cientistas afirmam que as únicas regiões que não contam com essas fibras são as a palma da mão e a sola do pé, caso contrário, seria difícil o uso de ferramentas, ou mesmo uma caminhada.

A sensação de prazer acrescenta uma quarta dimensão aos sentidos clássicos atribuídos à pele, que incluem o toque, a sensação de temperatura (frio ou quente) e a dor/coceira.

A equipe agora quer estudar uma série de condições clínicas, como depressão e autismo, que sabidamente têm ligações com o tato - a maioria das crianças autistas não gosta de ser abraçada ou acariciada, e muitos pacientes de depressão demonstram sinais claros de falta de cuidado com o corpo.

Os cientistas acreditam até que a depressão possa ter origem em carência de cuidado maternal e experiências ainda na infância de falta de carinho físico e sugerem que o carinho pode ser usada para tratar dores crônicas.


Fonte: Revista Viva Saúde & BBC Brasil

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Salsa pode mesmo "afinar" o sangue, diz estudo da UFRJ



Extrato de erva aromática previne trombose em ratos com 100% de sucesso

Grupo pretende agora isolar princípio ativo envolvido no processo; estudo partiu de indício que teve origem na sabedoria popular

Vem da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) mais um motivo para comer salsa. A erva, além do tradicional aroma, também pode funcionar contra a trombose, mostram pesquisas feitas pela pesquisadora Russolina Zingali.

"Em testes in vivo [em animais], o extrato de salsa mostrou 100% de atividade contra a formação de trombos [coágulos]", afirma a cientista, do Laboratório de Hemostase e Venenos do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. O grupo conta com várias colaborações.

Segundo Zingali, a pesquisa mostra que a erva tem um potencial grande contra a trombose, mas ainda existe um caminho grande a ser percorrido para que a salsa possa realmente ser classificada como um alimento funcional (recomendado para uso constante).

"Isso já é válido, por exemplo, para um grupo de alimentos feitos com bactérias vivas, que ajudam no funcionamento do trato gastrointestinal do ser humano", diz a pesquisadora.

Sem cura

No caso específico da salsa, diz a cientista, os testes feitos em ratos mostraram que a planta -os nordestinos, que preferem o coentro, talvez tenham de rever suas escolhas- tem uma ação apenas de prevenção da trombose.
"O extrato não curou o trombo; ele teve apenas uma ação preventiva", afirma.

As análises laboratoriais começavam pela administração via oral do extrato de salsa aos animais. Depois de uma a duas horas da ingestão ocorria o estímulo para a formação dos coágulos, estruturas típicas da trombose (um tipo de entupimento dos vasos sangüíneos).

Como a salsa tem substâncias químicas com efeito inibidor de agregação plaquetária, já sabem os cientistas, é que ela age com sucesso contra a trombose. "Um das vertentes, agora, é exatamente tentar isolar essas substâncias químicas presentes na salsa", diz a cientista.

Dito popular

De acordo com Zingali, a salsa usada na pesquisa é a conhecida pela classificação "lisa". Mas, agora, o grupo de pesquisa também vai avaliar o potencial preventivo de outros tipos da erva. "O estudo também mostrou que essa planta tem uma atividade tóxica baixa, o que é muito importante", diz.

O indício de que a salsa poderia ter uma atividade de prevenção da trombose vem exatamente da sabedoria popular. É conhecido o ditado de que essa planta "afina" o sangue.
Inclusive, vários tipos de chá são feitos com a salsa em certas partes do Brasil exatamente para prevenir a trombose.

Mas, segundo Zingali, se as pesquisas comprovarem a importância funcional da salsa no futuro, um controle rigoroso sobre a produção dessa planta deverá ser feito.

Como qualquer alteração climática muda a composição química da planta e, por conseqüência, pode alterar sua atividade biológica- o princípio ativo da salsa pode também deixar de ter efeito.

Talvez, neste caso, isolar os compostos da salsa e fazer com eles uns comprimidos possa ser a saída mais rápida.

Fonte: Folha de São Paulo em 17/09/08

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mimo: alguém dúvida de que com amor é mais gostoso?

Ganhei esse lindo selinho de uma das vovós mais carinhosa da blogosfera, a Rô, do Blog Na Casa da Vovó!
Quando eu penso que não, ela consegue me supreender novamente!!!
O selo já diz tudo: "é mais gostoso com amor"!!!
Taí uma delicícia de verdade: seja nos relacionamentos, na profissão, na vida, na blogosfera, porque não? Tudo fica muito mais empolgante quando fazemos com AMOR!
Aqueles que me conhecem, sabe que sou bem do tipo que leva esse "lema" ao pé da letra!!!!



Repasso essa preciosidade para:

Renatinha, do Renata Emy
Ricardo, do Nature Planet
Sérgio, do Todo Seu: História & Cotidiano
Oscar, do Flainando na Web
Eliana, do Espaço Mensaleiro



Outro presente o "Prêmio BLOG de Ouro 2008" veio do Ricardo do Nature Planet, o qual repasso com muito carinho para a Rô do Blog Na Casa da Vovó!





Na oportunidade, agradecemos a todos os amigos que passaram por aqui ao longo desse ano, pois completamos um ano de existência essa semana!
Tudo está tão corrido ultimamente que não deu pra preparar uma festa a altura de vocês. Mas o fato é que o Gente Sem Saúde só faz sentido pelo prazer da companhia de vocês!
Ao longo desse ano recebemos 51.490 visitas. Vários blogueiros foram se aproximando e hoje podemos dizer com certeza: fizemos grandes amigos por aqui!
Fomos presenteados com vários mimos, selos, prêmios, comentários, enfim, pequenos detalhes que serviram de estímulo para que procurassemos atendê-los cada vez melhor!
Não me atreveria a agradecer nominalmente, pois há uma lista de pessoas queridas que correríamos o risco de esquecer alguém!
Então registro aqui um MUITO OBRIGADA em nome da família, Gente Sem Saúde, a todos que vieram, leram e voltaram!!!
Esperamos poder contar com o prazer da companhia de vocês por muitos e muitos anos!

SAÚDE A TODOS!!!!!!!



Prorrogada até 30 de setembro!

Se você ainda não tomou, está em tempo!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blogagem Coletiva: Justiça para Flávia!


Odele: Estamos com vocês!!


Superior Tribunal de Justiça
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - BRASÍLIA


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil. Sua função primordial é zelar pela uniformidade de interpretações da legislação federal brasileira. O STJ também é chamado de "Tribunal da Cidadania", por sua origem na "Constituição Cidadã". É de responsabilidade do STJ julgar, em última instância, todas as matérias infra-constitucionais não-especializadas, que escapem à Justiça do Trabalho, Eleitoral e Militar, e não tratadas na Constituição Federal, como o julgamento de questões que se referem à aplicação de lei federal ou de divergência de interpretação jurisprudencial. Na primeira hipótese, o Tribunal conhece do recurso caso um Tribunal inferior tenha negado aplicação de artigo de lei federal. Na segunda hipótese, o Superior Tribunal de Justiça atua na uniformização da interpretação das decisões dos Tribunais inferiores; ou seja, constatando-se que a interpretação da lei federal de um Tribunal inferior (por exemplo, Tribunal de Justiça de São Paulo) é divergente de outro Tribunal (por exemplo, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ou do próprio Superior Tribunal de Justiça), o STJ pode conhecer da questão e unificar a interpretação finalmente.

É nesse prédio, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasíilia, que o processo de Flavia se encontra, depois de ter estado na lenta e burocrática justiça paulista, por quase 10 anos. Detalhes desta batalha judicial podem ser conhecidos nos posts anteriores deste blog.

Segundo informação de meu advogado, Dr. José Rubens Machado de Campos, este é o atual status do processo de Flavia:
“O processo de Flavia foi distribuído. REsp nº 1.081.432-SP, Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. No dia 29 de agosto p.p., o Ministro determinou a ida do processo ao Ministério Público Federal para parecer quanto ao cabimento e provimento de nossa inconformidade, o que é absolutamente regular, em razão da menoridade de Flavia à época e da interdição subsequente."

A título de esclarecimento:

O edifício do Palácio do Congresso Nacional foi escolhido para o selo da blogagem coletiva *Justiça para Flavia* por ser considerado o Cartão-postal de Brasília, projectado pelo arquitecto Oscar Niemeyer.

Créditos:

O desenho do prédio do Superior Tribunal de Justiça, é do autor do blog Adesenhar, de Portugal, e o texto logo abaixo do desenho, resultado de um trabalho de pesquisa do mesmo autor. Outras informações sobre Brasilia, inclusive do prédio do Supremo Tribunal Federal, poderão ser vistas, num show de talento na arte de desenhar, AQUI.

Adesenhar, muito obrigada por, assim como outros amigos portugueses, estender tua mão para mim e Flavia mesmo havendo um mar a nos separar.

Esperemos que lá em Brasília, os ministros atentem para a culpa, devidamente comprovada dos réus:

JACUZZI DO BRASIL, COND. JARDIM DA JURITI e AGF BRASIL SEGUROS.

domingo, 14 de setembro de 2008

Pâncreas reprogramado passa a fabricar insulina

da Folha de S.Paulo

Um pai cujos dois filhos têm diabetes tipo 1 acaba de dar um passo importante na busca de um tratamento para a doença: ele conseguiu "convencer" células vivas do pâncreas de roedores a trocar de identidade e passar a produzir insulina.

O feito de reprogramação celular foi obtido por Douglas Melton, fundador do Centro de Células-Tronco de Harvard, EUA, e sua equipe. Seus resultados estão publicados na edição de hoje da revista "Nature".

Usando apenas três genes, Melton e seus colegas transformaram as chamadas células exócrinas, que constituem 95% do pâncreas, em cópias funcionais das chamadas células beta. Estas secretam insulina e são destruídas por engano pelo sistema imunológico do diabético.

Os camundongos diabéticos que receberam os genes tiveram sua produção de insulina aumentada em 20% em apenas alguns dias. No entanto, não foram curados pelo tratamento. As implicações do trabalho vão além do diabetes: o grupo provou que é possível reprogramar células diretamente em organismos vivos e transformá-las em outro tipo de tecido, sem envolver etapas intermediárias como a produção de células-tronco embrionárias.

Até agora, a única forma que os cientistas conheciam de produzir um tipo de tecido a partir de outro era usar células-tronco. Como ainda não se diferenciaram ou se diferenciaram pouco ao longo do desenvolvimento do organismo, essas células podem ser reprogramadas com mais facilidade.

No entanto, as células-tronco mais reprogramáveis de todas são extraídas de embriões humanos --o que tem implicações éticas-- ou produzidas a partir de células adultas que têm sua "memória" genética apagada. Em nenhum dos dois casos a transformação é feita diretamente no corpo.

A equipe de Melton estudou um grupo de mais de 1.100 genes que codificam os chamados fatores de transcrição --proteínas que alteram a maneira como genes são ligados e desligados numa célula. Desse total, nove agiam especificamente no pâncreas e três convertiam o tecido normal em células beta.

Para Melton, o trabalho tem gosto de uma vitória pessoal. Até os anos 1990, o cientista era especialista no desenvolvimento de sapos. Em 1993, seu filho Sam foi diagnosticado como diabético, e o cientista mudou sua linha de pesquisa. Passou a estudar células-tronco embrionárias para curar a doença do filho (sua segunda filha, Emma, também é diabética).

"Eu acordo todos os dias pensando como fazer células beta", disse o cientista à agência Reuters.

O método poderia ser aplicado primeiro em pacientes de diabetes tipo 2, que param de fabricar insulina. "Para o diabetes tipo 1, ainda temos o aborrecimento do ataque auto-imune", afirmou Melton.


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Estudo revela que mais de 110 mil pessoas no país ficaram doentes por ingerir alimentos contaminados.

Cuidado com o que você está comendo!!!!


Bactérias foram responsáveis por 83,5% de quase metade dos surtos

Pesquisa do Ministério da Saúde revelou que, de 1999 a 2007, ocorreram 5.699 surtos de doenças transmitidas por alimentos. Foram afetadas 114.302 pessoas e registradas 61 mortes. O levantamento identificou que as bactérias foram as grandes vilãs, responsáveis por 83,5% (2.366) de quase metade dos surtos. Em segundo lugar, ficaram os vírus (14,1%) e, em seguida, os produtos químicos (1,3%). Outros 2.865 surtos (50,2%) não tiveram as causas identificadas.


A coordenadora de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Greice Madeleine Ikeda do Carmo, autora do trabalho, alerta que um surto de DTA ocorre quando duas ou mais pessoas têm síndrome gastrointestinal (náuseas, vômito, diarréia) depois de ingerir alimento ou água da mesma origem. Segundo ela, é importante que nesses casos a vigilância epidemiológica do município ou do estado seja notificada. “A vigilância sendo informada, ela vai investigar as causas do surto”, afirma Greice Madeleine, ao acrescentar que, para isso, é essencial que os profissionais de saúde reconheçam a definição de surto da Organização Mundial de Saúde (OMS).


O estudo revelou que os alimentos com ovos crus ou mal cozidos provocaram 874 surtos de doenças. A maionese caseira é a que mais provoca danos à saúde das pessoas. Os mistos - pratos com ingredientes de origem animal e vegetal - foram responsáveis por 666 ocorrências e as carnes vermelhas por outros 450 surtos. Segundo a coordenadora, a notificação à Vigilância Sanitária permitirá identificar o produto contaminado que afetou a pessoa.


A pesquisa identificou que 1.979 surtos foram pelo consumo de alimentos em residência, contra 22 por ingestão de produtos vendidos por ambulantes, o que não significa que a comida caseira seja mais nociva que a da rua. “A pessoa pode comprar a comida em um restaurante para consumir em casa. Se ela teve algum problema não foi pelo alimento feito em casa. Além disso, há outros fatores que podem comprometer a qualidade da comida e afetar a saúde do consumidor. Um deles é o tempo em que a comida levou para chegar à residência e em quais condições”, explica Greice Madeleine.


FALTA DE CONTINUIDADE – Mas o hábito da notificação não está disseminado em todo o país. O estudo revelou que os estados do Sul e Sudeste - Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente - são os que mais informam à vigilância epidemiológica sobre os surtos de doenças transmitidas por alimentos. No Nordeste, o destaque fica para Pernambuco. Entre os fatores que prejudicam a coleta de informações sobre as DTAs é a troca de governos e a demissão dos servidores treinados para exercer a vigilância epidemiológica. “Essas mudanças levam a uma solução de continuidade dos serviços”, explica Greice Madeleine.


A coordenadora lembra que a maioria das pessoas tende a responsabilizar o último alimento consumido pelo mal-estar que sente. E nem sempre esse entendimento corresponde à verdade. Determinados organismos nocivos à saúde, como a Salmonella spp, levam mais de 24 horas para provocar problemas de saúde. Ainda de acordo com Greice Madeleine, as doenças transmitidas por alimentos se apresentam de três formas. A intoxicação alimentar ocorre quando há ingestão de toxinas pré-formadas no alimento, como a que provoca o botulismo. Há a toxinfecção alimentar. Ou seja, quando as toxinas são produzidas no organismo da pessoa que ingeriu alimentos com microorganismos patogênicos. Por último, há a infecção alimentar, quando são consumidos produtos já contaminados por microorganismos patogênicos


O estudo mostrou também que as maiores vítimas de doenças de transmissão por alimentos foram as pessoas com idade entre 20 e 49 anos, que somaram 36.141 casos. Apenas 5.731 crianças, com menos de um ano de idade, ingeriram alimentos contaminados. O dado sugere que o cuidado dispensado na preparação das refeições das crianças deveria ser o mesmo para os adultos.


Como as bactérias foram as grandes vilãs, vamos falar um pouco sobre elas.

Entende-se por infecção alimentar a doença produzida por bactérias capazes de crescerem no interior do tracto gastrointestinal e de onde são capazes de invadir os tecidos ou os fluídos orgânicos do hospedeiro, ou de produzir toxinas (enterotoxinas). As infecções manifestam-se pela invasão das mucosas ou pela produção de enterotoxinas (toxinas que actuam no intestino), de cuja interacção se criam condições patológicas que resultam em doença. Os principais géneros e espécies bacterianas envolvidos neste mecanismo são os seguintes:


Escherichia

Este género inclui uma única espécie bacteriana, a E. coli, porventura o ser vivo mais estudado e mais conhecido do Homem. Esta espécie é caracterizada por células em forma de bastonetes rectos, de 1,1 a 1,5 por 2 a 6 micrómetros, móveis por flagelo peritríqueos ou imóveis, não esporulados, Gram negativos e anaeróbios facultativos. Constitui um habitante normal do intestino do Homem e dos outros animais e só em determinadas situações pode causar infecções. Conhecem-se, no entanto, três estirpes diferentes desta espécie, de acordo com a natureza da infecção que podem provocar:

  • Estirpes oportunistas que são, em geral, inócuas no seu habitat natural, mas podendo causar problemas se alcançarem outros locais ou tecido do hospedeiro;
  • Estirpes enteropatogénicas que provocam acções lesivas na mucosa do tracto intestinal, causando gastrenterites agudas, principalmente em recém-nascidos e crianças até aos dois anos;
  • Estirpes enteroxinogénicas, que, embora não tenham capacidade de invadir a mucosa intestinal, produzem enterotoxinas que actuam ao nível da membrana das células epitiliais.

Praticamente todos os alimentos, quer de origem vegetal, quer de origem animal que não tenham sido objectos de processamento, podem veicular a E. coli, desde que, em algum momento, tenham sido sujeitos a poluição fecal. Um dos casos mais alarmantes de infecção alimentar por E. coli ocorreu nos Estados Unidos, nos anos 80, por ingestão de queijo Camembert contaminado.

Sintomas

Os principais e mais frequentes sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, febre e náuseas que, normalmente, aparecem 6 a 36 horas após a ingestão do alimento contaminado.

Salmonella

O género Salmonella inclui várias espécies patogénicas para o homem e outros animais. Tal como a E. coli, este género pertence à família das Enterobacteriaciae e os principais focos de infecção são as fezes humanas e de animais. Este género é constituído por bastonetes de 0,5 a 0,7 por 1 a 3 micrómetros, móveis por flagelos peritríquios, não esporulados, Gram negativos e anaeróbios facultativos. Nas espécies mais importantes incluem-se o agente da febre tiróide, S.typhi, e as espécies mais associadas às infecções alimentares têm sido identificadas como S. typhimurium, S. enteritidis e S. newport, correspondendo à S. typhimurium a responsabilidade pelos maiores incidentes. Esta última espécie produz uma enterotoxina de natureza lipopolissacarídica com elevado peso molecular. Os alimentos mais susceptíveis à contaminação por Salmonelas são o leite, queijos, chocolates, carnes frescas, nomeadamente, carcaças de aves.

Sintomas

Os sintomas mais frequentes caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, dores abdominais, febre e vómitos. Estes sintomas aparecem, normalmente, entre 12 a 36 horas após ingestão dos alimentos contaminados.

Shigella

O género Shigella, tal como os géneros anteriores, pertence à família das enterobactérias, é constituído por bastonetes de 0,4 a 0,6 por 1 a 3 micrómetros, imóveis , não esporulados, Gram negativos e anaeróbios facultativos. As espécies deste género são os agentes causais da disenteria bacilar no Homem, tendo-se isolado quatro espécies associadas a esta doença no Homem: S. dysenteriae, S. boydii, S. flexneri e a S. sonnei. Estas espécies são restritas aos humanos, sendo a poluição fecal a sua principal via de contaminação e dispersão.

Sintomas

Os principais sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, fezes sanguinolentas e com pus. Estes sintomas aparecem, normalmente, entre 1 a 3 dias após a ingestão de alimentos contaminados.

Yersinia

Este género possui as características gerais dos anteriores, pois inclui-se também na Família das Enterobacteriaciae. Apresenta bastonetes, Gram negativos e não esporulados, destacando-se a espécie Y. enterocolitica, como causadora de infecções alimentares por ingestão de alimentos constituídos à base de leite e de carnes brancas (perú). Durante os anos 80, uma infecção alimentar por ingestão de chocolate de leite ocorreu numa Escola dos Estados Unidos, envolvendo mais de 200 crianças.

Sintomas

Os principais sintomas manifestam-se pelo aparecimento de dores abdominais, náuseas, diarreia e vómitos, aparecendo de 16 a 48 horas após a ingestão dos alimentos.

Vibrio

O género Vibrio, da Família das Vibrionaceae inclui duas espécies patogéneas para o Homem, nomeadamente, , o V. cholerae, responsável pela cólera, e uma outra espécie halofílica, bem adaptada aos ambientes marinhos, designada por V. parahaemoliticus e associada às infecções alimentares por ingestão de peixe, moluscos e crustáceos contaminados. A espécie Vibrio parahaemoliticus é constituida por bastonetes encurvados, móveis por um único flagelo polar, não esporulados, Gram negativos e anaeróbios facultativos.

Sintomas

Os principais sintomas de infecções provocadas por V. parahaemoliticus são: desidratação provocada por diarreias excessivas, dores abdominais, vómitos e febre. Estes sintomas aparecem normalmente entre 12 a 18 horas após a ingestão dos alimentos contaminados.

Brucella

Este género é costituído por pequenos cocobacilos de 0,4 a 0,6 por 1,5 micrómetros, imóveis, não esporulados., Gram negativos e aeróbios. As três espécies deste género com capacidade de produzir doença no Homem e animais são a B. abortus (bovinos), a B. melitensis (caprinos) e a B. suis (suínos). Quaisquer destas três espécies tem capacidade de infectar o Homem, sendo a via preferencial por ingestão de leite e/ou lacticínios (queijos frescos) provenientes de animais infectados, originando a conhecida febre de Malta.

Sintomas

Os principais sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de dores musculares generalizadas, cefaleias, calafrios e febre ondulante. Esta doença caracteriza-se pelos longos períodos de incubação que possui, cerca de 5 a 30 dias ou mais.

Clostridium

Este género inclui a espécie C. perfringens também conhecida por C. welchii, responsável pela produção de uma enterotoxina de natureza proteica, de elevado peso molecular e sensível ao calor. Esta espécie apresenta bastonetes móveis por flagelos peritrìquios, esporulados, Gram positivos e anaeróbios estritos. Possui como habitats preferenciais o solo, sedimentos de águas marinhas ou doces e o intestino de animais e do Homem.

As infecções por Clostridium perfringens estão normalmente associadas com a ingestão de pratos de carne ou frango pré-cozinhados que não sejam adequada e rapidamente refrigerados, permitindo assim a germinação dos esporos que sobrevivam à pré-cozedura. Note-se que esta espécie, após a germinação dos esporos, tem capacidade de crescer a uma temperatura de 45ºC e a pH 7, com um tempo de geração muitíssimo pequeno, da ordem dos 10 minutos. Isto significa que com esta capacidade de crescimento uma só célula pode originar uma população superior a 250.000 células em 3 horas !...

Sintomas

A sintomatologia por infecções de C. perfringens é caracterizada pelo aparecimento de diarreias, dores abdominais e náuseas. Geralmente, não ocorrem vómitos nem febres. Usualmente, estes sintomas iniciam-se entre 8 a 20 horas após a ingestão dos alimentos contaminados.

Campylobacter

Destaca-se, neste género, a espécie C. jejuni, como responsável por enterites agudas, numa escala comparável às provocadas pelas salmonelas. Esta espécie apresenta bastonetes espiralados, não esporulados, móveis por um único flagelo polar, Gram negativos e microaerofílicos. Possui como habitats preferênciais o tracto intestinal e oral de animais, como ovinos, aves, cães e gatos. As infecções alimentares associadas a esta espécie têm ocorrido pela ingestão de produtos lácteos

Sintomas

Os principais sintomas manifestam-se por gastrenterites agudas e diarreias, aparecendo normalmente 2 a 10 dias após a ingestão dos alimentos.

Listeria

De grande importância em termos de saúde pública, encontra-se neste género a espécie Listeria monocytogenes, causadora de importantes infecções (listerioses), quer nos humanos quer noutros animais. Esta espécie apresenta bastonetes curtos, regulares, não esporulados, móveis por flagelos peritríquios, Gram positivos e anaeróbios facultativos.

Encontra-se largamente distribuída na natureza, com particular incidência na matéria orgânica em decomposição. As infecções por L. monocytogenes encontram-se normalmente associadas a carnes frescas, em particular carne de porco e frango, ao leite crú ou deficientemente pasteurizado.

Sintomas

A sintomatologia é muito parecida com o quadro patológico da meningite, podendo provocar abortos em grávidas infectadas por esta espécie bacteriana. O aparecimento dos sintomas após a ingestão do alimento contaminado é muito variável e ocorre com particular incidência nos recém-nascidos e nos idosos.


Fonte: Ministério da Saúde & DOENÇAS DE ORIGEM MICROBIANA TRANSMITIDAS PELOS ALIMENTOS (PINTO, A. F. M. A.)

domingo, 7 de setembro de 2008

Que pilhas e baterias contêm substâncias químicas perigosas todos sabem! Agora, você sabe o que essas substâncias podem provocar no corpo humano???

Pilhas e baterias: um lixo perigoso

No Brasil, o termo bateria refere-se a dispositivos industriais, automobilísticos e equipamentos médicos, por exemplo, enquanto o termo pilha refere-se a dispositivos de uso doméstico.

As pilhas também são denominadas células, sendo constituídas por um ânodo (pólo negativo) e por um cátodo (pólo positivo), imersos no eletrólito que possibilita a troca de elétrons entre ambos. Várias pilhas, ligadas em série, formam uma bateria.

Podem apresentar-se de várias formas: cilíndricas, retangulares, botões e moedas. Quanto ao tamanho, podem receber as denominações de: palito (AAA), pequeno (AA), médio (C) e grande (D).

Dividem-se em duas classes: as primárias e as secundárias. As pilhas primárias são usadas apenas uma vez e substituídas, pois a reação química que ocorre é irreversível. As pilhas secundárias são compostas por sistemas eletroquímicos, nos quais não ocorre a dissolução dos materiais ativos no eletrólito alcalino, permitindo que essas pilhas possam ser recarregadas e reutilizadas.

Além de metais pesados tóxicos, as pilhas comuns também contêm substâncias químicas perigosas como o cloreto de amônia e o negro de acetileno. Na pilha do tipo alcalina, o mercúrio tem a função de armazenar as impurezas geradoras de gases, contidas nas matérias-primas, que podem prejudicar o desempenho e a segurança do dispositivo.

As baterias de celular também apresentam metais tóxicos que poluem as águas e os solos.

Tanto as substâncias presentes nas pilhas quanto das baterias, se ingeridas através da água ou dos alimentos, podem provocar distúrbios metabólicos que levam à osteoporose, disfunção renal, doenças cardíacas, dores de cabeça, anemia, depressão, distúrbios digestivos e problemas pulmonares, por exemplo.

As pilhas são lançadas diariamente no meio ambiente por milhões de pessoas. Ao serem descartadas de forma inadequada, liberam seus componentes tóxicos no ambiente, contaminando o solo, a água, a atmosfera, podendo causar sérios danos a diversas formas de vida, incluindo o homem.

Segundo dados da "EPA" (Agência de Proteção Ambiental Americana), cerca de 88% do mercúrio encontrado no lixo doméstico provém das pilhas. Na Tabela 1 apresentam-se dados quanto à composição química e usos de diversos tipos de pilhas e baterias.

Tabela 1 - Principais Componentes e Aplicações de Pilhas e Baterias

TIPO

COMPONENTES

USOS

BATERIAS SECUNDÁRIAS

Níquel-cádmio

Níquel, cádmio, hidróxido de potássio.

Aparelhos eletrônicos, eletroportáteis sem fio, brinquedos, telefones celulares.

Hidreto de níquel metálico

Níquel

Vários metais raros.

Computadores, telefones celulares, filmadoras.

Íon lítio

Grafite

Lítio, óxido de cobalto.

Computadores, telefones celulares, filmadoras, relógios

Chumbo-ácido (selada)

Chumbo

Ácido sulfúrico.

Luz de emergência, fontes de energia, brinquedos, vídeos, eletroportáteis.

Chumbo-ácido

Chumbo

Ácido sulfúrico.

Partida automotiva

Alcalina de manganês

Zinco

Dióxido de manganês, eletrólitos básicos.

Rádios, flash luminoso, brinquedos, etc.

Aerada de zinco

Zinco

Ainda em estudos.

Baterias primárias

Alcalina de manganês

Zinco

Dióxido de manganês, eletrólitos básicos.

Rádios, flash luminoso, brinquedos.

Zinco-carbono

Zinco

Dióxido de manganês, eletrólito ácido.

Luz de flash, brimquedos, controle remoto, relógios.

Lítio

Dióxido de lítio e manganês ou monofluoreto de policarbono


Bips, trancas com cartão magnético, etc.

Óxido de mercúrio

Zinco

Óxido de mercúrio.

Equipamentos médicos, militares e de emergência.

Prata

Zinco

Óxido de prata.

Relógios de pulso, calculadoras, aparelhos de audição.

Aerada de zinco

Fonte: Wolff et al, 2000.

A produção média de pilhas no Brasil é de aproximadamente 670 milhões de unidades por ano, dentre as quais predominam as alcalinas. É importante considerar também a grande quantidade de pilhas que entram no país como produtos importados. Observa-se, ainda, uma acelerada expansão do consumo de baterias, decorrente do crescente uso de telefones celulares: de 1994 a 1999, o número de telefones celulares passou de 800 mil para 17 milhões de aparelhos, o que representa 22% de todas as linhas de telefone celular da América Latina. A estimava é que para 2007, haja mais telefones celulares do que fixos.

Nem todos os tipos de baterias apresentam o mesmo grau de risco ambiental, e o mercado já dispõe de dispositivos pouco danosos ao ambiente. Entretanto, aproximadamente 11 mil toneladas de baterias usadas foram descartadas no período de 1995 a 1999, contaminando o solo dos aterros comuns e colocando em risco também os recursos hídricos.

Quanto às baterias automotivas, estas são, normalmente, do tipo chumbo-ácido (Pb-H2SO4), sendo classificadas como de elevado risco ambiental, devido aos severos efeitos negativos que o chumbo e o ácido sulfúrico ocasionam sobre os seres vivos em geral. O Brasil não é auto-suficiente na produção de chumbo primário. Por isso, este tipo de bateria é reprocessado em unidades de produção de chumbo secundário. Porém muitas indústrias recicladoras de baterias, mal estruturadas, também contribuem para a severa contaminação ambiental com chumbo e ácido sulfúrico.

Apesar do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ter inovado no gerenciamento ambiental e descarte de pilhas e baterias usadas, ao instituir a Resolução 257/99, segundo a ABES - Associação de Engenharia Sanitária e Ambiental - para os que acreditavam que as empresas fabricantes seriam as grandes interessadas em orientar a população, contribuindo assim para a instituição de um programa de coleta seletiva e correta destinação final de pilhas e baterias, aquela Resolução foi uma decepção.

Embora os produtos tenham vida longa, resistência e causem efeitos danosos ao ambiente, os fabricantes estão isentos de qualquer responsabilidade por sua coleta e destinação, bastando apenas se enquadrar nos limites de metal pesado tolerado e permitido por cada unidade de pilha ou bateria.

A ABES ainda destaca que tal Resolução está atrapalhando o processo de conscientização ambiental, ao não levar em consideração o consumo crescente de pilhas e baterias que, ao serem lançadas no solo, têm ocasionado grave contaminação do ambiente por metais pesados.

A gravidade do problema pode ser avaliada ao considerar-se que uma pilha pode durar entre 100 e 500 anos para ser absorvida, depois de descartada e que, no Brasil, cada indivíduo descarta uma média de 10 pilhas/ano, totalizando a preocupante cifra de 170 milhões de pilhas descartadas ao ano em nosso país.

Para evitar que as substâncias presentes nas pilhas e baterias sejam liberadas e provoquem danos aos organismos vivos é necessário não jogá-las no lixo e encaminhá-las pra processamento adequado.

Alguns fabricantes, principalmente das baterias de celular, dão orientações sobre o que fazer com esse lixo:

Baterias de celular da Nextel - todas as lojas da Nextel têm urnas para depósito de baterias usadas, que são encaminhadas para reciclagem, o telefone para contato em caso de dúvida é: *611, disponível apenas para celulares Nextel.

Baterias de celular Nokia - No site www.nokia.com.br há relação das lojas e assistências técnicas autorizadas a receber as baterias velhas. O material é enviado para o exterior onde é reciclado. O telefone para contato é (11) 5681-3333.

Baterias de celular Motorola - a central de atendimento ao Consumidor da empresa informa, através do telefone 0800 7011244 os locais que recebem as baterias. Se sua cidade não tem o serviço, a bateria pode ser encaminhada à Motorola pelo correio, a cobrar.

Baterias de celular da Samsung - as lojas de assistência técnica tem recipientes para descarte das baterias antigas, informações pelo telefone: 0800-124421.

Baterias de celular Sony Ericssom - as baterias devem ser encaminhadas à assistência técnica ou à operadora mais próxima para armazenagem na filial brasileira, e logo após são encaminhadas para uma empresa de reciclagem. O telefone para contato é 4001-0444.

Baterias automotivas - devem ser deixadas no local da troca, de onde são encaminhados para reciclagem, os principais centros de reciclagem localizam-se nos estados do Paraná e São Paulo.

Pilhas comuns - os fabricantes de pilhas das marcas: Duracell; Eveready; Kodak; Panasonic; Phillips; Rayovac e Varta informaram que as mesmas estão atendendo aos teores de metais pesados estabelecidos pela Resolução CONAMA 257/99, não sendo por isso obrigatória a sua devolução. As demais indústrias disponibilizaram centros de recepção que podem ser obtidos no site do ibama: www.ibama.gov.br

Ao destinar adequadamente as pilhas e baterias o cidadão está contribuindo para a manutenção da qualidade do solo, da água e do ar. É a parcela de cada um para a preservação da vida.

* Regiane Schio é bióloga, especialista em Gestão Governamental pela UFMS e Mestre em Tecnologias Ambientais com ênfase em Saneamento Ambiental pela UFMS.

"Este trabalho contou com apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente - Ministério do Meio Ambiente"


Esse post foi uma solicitação, via e-mail, de Luciana Figueiredo, acadêmica de Ciências Biológicas, que está desenvolvendo um projeto de coleta desses materias. Parabéns pela iniciativa!!!!!


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ministério Público investiga excesso de alumínio na água consumida em Florianópolis

Parte da água consumida na área central de Florianópolis está contaminada por até cinco vezes a quantidade de alumínio permitida no produto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A constatação foi feita após a realização de exames encomendados pelo síndico de um condomínio, cuja tubulação apresentou corrosão.

Em um dos exames realizados por um laboratório privado nesta semana, o índice de alumínio na água constatado foi de 0,5%, quando o permitido pela legislação é de 0,2%. Antes, em julho de 2007, outro laudo de análise revelou a presença de 1% de alumínio no produto fornecido - ou seja, cinco vezes o padrão estabelecido pela Anvisa.

"Se prejudica o cano, imagine o ser humano", afirma o síndico Paulo Machado, que pediu os exames depois de receber uma carta da construtora do condomínio, sobre a corrosão da tubulação de cobre. Como a coleta foi feita na água antes de ela chegar ao condomínio, a suspeita é que a contaminação atinja parte da área central da cidade. O caso é apurado pelo Ministério Público. A própria companhia que fornece o produto fará testes em toda a Grande Florianópolis.

O alumínio é uma substância presente naturalmente na água, variando seu teor de acordo com o local onde ela é coletada. O produto pode ser contaminado tanto por falhas no tratamento quanto na emissão entre a estação e os consumidores.

Segundo a Anvisa, no anexo da portaria número 518, de 25 de março de 2004, o padrão de aceitação para consumo humano é 0,2% por que, excedida essa porcentagem, a ingestão pode causar riscos à saúde. O alumínio é um composto neurotóxico que, em longo prazo, pode causar encefalopatia grave em pacientes que sofrem diálise renal, podendo levar a distúrbios neurológicos. Os riscos podem estar relacionados ao aumento dos casos de mal de Alzheimer, à formação de compostos químicos cancerígenos e à metemoglobinemia - doença que faz com que o ferro não transporte oxigênio ao sangue. A presença de metemoglobina no sangue pode provocar tontura, fadiga, taquicardia, náusea, vômito, sonolência, coma e, raramente, levar à morte.

Antes de efetuar a denúncia, o síndico procurou a Companhia de Águas e Saneamento de Santa Catarina (Casan) para pedir esclarecimentos. A empresa estatal encaminhou resposta alegando que a água fornecida estava dentro do padrão estabelecido pela Anvisa, o que foi contestado com base nos exames encomendados pelo condomínio, anexados à denúncia ao Ministério Público Federal, em setembro de 2007.

Por questão de competência, o MPF repassou o caso ao Ministério Público de Santa Catarina, que instaurou um inquérito civil e solicitou à Vigilância Sanitária de Florianópolis a realização de exames na água fornecida. Em razão da falta de fiscais em âmbito municipal, o trabalho foi transferido para a Vigilância Sanitária Estadual, que ainda não se manifestou junto ao MPSC.

O problema é que o único laboratório público que poderia realizar as análises para a Vigilância está em reformas. Assim, os exames foram feitos pela própria Casan e levados ao órgão de fiscalização. "A Casan nos informou que foi feita a troca do sal de alumínio utilizado no tratamento da água. No dia que isso aconteceu, o teor ficou elevado de fato.

Mas a Casan vinha monitoramento mais freqüentemente e nos passando os laudos, dizendo que estavam normalizados os teores de alumínio", alega a diretora da Vigilância Estadual, Raquel Bittencourt.

O promotor Fábio Trajano, que instaurou o inquérito, afirma que a estatal fez o monitoramento e apresentou laudos mostrando que a situação estava regularizada. "Depois, recebemos novo exame feito a pedido do condomínio, dizendo que o alumínio ainda está acima do limite", diz.

O diretor da região metropolitana da Casan, Juscinir Gualberto Soares, afirma que novos testes estão sendo feitos em diversos pontos da Grande Florianópolis. Os resultados devem ficar prontos na próxima semana. "Em 2007 e agora, foram problemas pontuais. Não contestamos os laudos particulares, mas as análises que a Casan faz não detectam esses índices de alumínio", defende.

Fonte: UOL em 05/09/08

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

3 de Setembro, Dia do Biólogo!




O Biólogo é o profissional que estuda a vida em suas diferentes formas de expressão. Ele tem uma área de atuação quase infinita: estuda a origem, estrutura, evolução e funções dos seres vivos, classifica as diferentes espécies animais e vegetais e estabelece sua relação com o meio ambiente. Recombinar DNA para descobrir medicamentos e estudar a ação de enzimas para produzir um sabão em pó que torne a roupa mais limpa, por exemplo, são algumas das atividades que ele pode exercer.

Biólogos podem, dependendo de sua formação, atuar nas mais diferentes áreas, sendo que são pelo menos 50 as áreas de atuação do Biólogo. Mesmo assim, muitas vezes os Biólogos têm dificuldades de ingressar no mercado trabalhando nessas áreas, pois muitas delas não são exclusivas da profissão. Isso se deve ao fato de que a profissão de Biólogo, bem como a de Biomédico, sua profissão irmã, foi regulamentada no Brasil pela Lei número 6.684 de 03 de setembro de 1979, ou seja, é uma profissão que existe, formalmente, há relativamente pouco tempo, e cujas atribuições pertenciam antes a agrônomos, médicos, farmacêuticos.

Devido à profissão ter sido regulamentada em 03 de setembro, instituiu-se este o Dia do Biólogo. Convém aqui lembrar que os professores de Biologia, portadores de diploma universitário, também são Biólogos que exercem a profissão de educador.

O Biólogo é um profissional capacitado para, além de executar, pensar. A pesquisa básica na área das Ciências Biológicas é, hoje em dia, realizada em grande parte por Biólogos. Isso inclui técnicas aplicadas na Medicina, no controle de pragas, Biotecnologia e na preservação ambiental.

Mesmo assim, é neste último campo que os Biólogos mais vêm se destacando atualmente, muito em função da divulgação da mídia, é verdade, que acaba mostrando este lado da profissão mais do que os outros. Isso não é de todo mau, pois a mídia consegue, deste modo, mostrar ao grande público a importância da preservação do nosso ambiente. E essa consciência nacional vem crescendo bastante, recentemente, e lá estão os Biólogos para mostrar como se deve fazer, e por que se deve fazê-lo, para preservar o ambiente.

Cor da profissão é azul e a pedra da profissão é a água marinha.




Preserve a Natureza!!!

Fonte:

Links úteis para Biólogos:

Parabéns aos biólogos da blogosfera!