domingo, 11 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Mosquitos de importância médica serão rastreados no Vale do Ribeira, SP!!!!!

O projeto de pesquisa, que será realizado por Gabriel Zorello Laporta e Daniel Garkauskas Ramos, respectivamente estudantes de doutorado e mestrado do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), ganhou este mês o primeiro lugar da Bolsa de Auxílio à Pesquisa Mapfre-USP.
O prêmio, concedido anualmente pela Fundação Mapfre, sediada na Espanha, rendeu aos estudantes uma bolsa de R$ 10,2 mil reais para concluir o projeto extracurricular dentro de um ano. A orientação é da professora Maria Anice Mureb Sallum.
De acordo com Laporta, o Vale do Ribeira reúne características que o tornam uma área potencial para a introdução de novos agentes infecciosos. “A alta biodiversidade, a presença de grande variedade de mosquitos vetores e a crescente alteração antrópica, com a introdução de animais domésticos, são fatores que podem propiciar o surgimento de doenças emergentes”, disse à Agência FAPES.
Segundo ele, na região há registros da presença de diversos arbovírus – vírus transmitidos por artrópodes –, cuja distribuição está condicionada principalmente à distribuição dos mosquitos. “Consideramos que a região é um reservatório de alguns tipos de arbovírus que podem infectar os mosquitos, que são abundantes e podem transmitir ao homem esses agentes infecciosos. Até agora, no entanto, não há mapas de distribuição dessas espécies”, afirmou.
A proposta de pesquisa teve origem no projeto temático “Culicidae em área de transformação antrópica e seu significado epidemiológico”, apoiado pela FAPESP e coordenado pelo epidemiologista Oswaldo Paulo Forattini (1924-2007) no Núcleo de Pesquisa Taxonômica e Sistemática em Entomologia Médica da FSP.
O projeto coletou, entre 1996 e 2000, informações sobre as populações de mosquitos em dez pontos nos municípios de Cananéia, Pariquera-Açu, Iguape e Ilha Comprida, que têm alto risco de desenvolvimento de epidemias.
“A idéia é empregar variáveis climáticas e de vegetação com o objetivo de inferir a distribuição das espécies dos mosquitos de importância médica, extrapolando para toda a região os dados coletados nos dez pontos amostrais”, disse Laporta.
Os mapas de distribuição dos mosquitos serão úteis para desenvolver estratégias de vigilância e controle, além de contribuir para o melhor entendimento da suas relações com o homem.
Segundo Laporta, o fundamento teórico do projeto é a teoria do nicho ecológico, que já havia sido desenvolvida na época da coleta dos dados. Naquele momento, no entanto, não havia recursos técnicos disponíveis para a extrapolação dos dados pontuais para uma superfície continua.
“Com o advento de computadores mais rápidos e softwares mais específicos, tornou-se possível usar esses dados para espacializar a informação, georreferenciando as informações dos dez pontos amostrais e inferindo a distribuição potencial das espécies de mosquitos nas outras áreas de Mata Atlântica ao nível do mar”, explicou.
Cada espécie ocupa um determinado espaço, dependendo de uma série de variáveis, como temperatura, umidade e recursos alimentares. A técnica utilizada no projeto é sobrepor à malha formada pelos campos de coleta os dados de temperatura e precipitação como se fossem camadas do nicho ecológico.
“Ou seja, além dos nichos onde a espécie ocorre comprovadamente, vamos inferir onde mais ela poderá ocorrer segundo as características que favorecem sua presença. Assim, vamos calcular a presença potencial segundo as variáveis ambientais”, disse Laporta.
Influência do homem
As informações obtidas na década de 1990, organizadas por Ramos em um banco de dados, servirão como base para as análises. Dados de temperatura, precipitação e do estado de conservação da vegetação serão solicitados ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com Ramos, a literatura sobre o assunto mostra que as alterações antrópicas influenciam a comunidade de mosquitos. Em locais mais preservados, existem muitas espécies, com certa dominância de algumas delas.
“Por outro lado, em áreas modificadas pela ação do homem o ambiente fica mais homogêneo e a comunidade de mosquitos perde sua riqueza. Com isso, as espécies dominantes podem mudar e mosquitos que antes não eram vetores podem passar a ser. Por isso, é importante ter as imagens de satélite para localizar as áreas preservadas e aquelas com alterações antrópicas”, disse.
Segundo ele, a técnica possibilitará inferências muito mais detalhadas e precisas do que essas suposições. A criação de mapas, no entanto, não estava no planejamento do projeto temático que deu origem à idéia.
“Com a coleta dos dados, o professor Forattini esperava ver qual a influência antrópica na distriibuição dos mosquitos no Vale do Ribeira. A idéia era comparar o material coletado nos pontos que representavam áreas mais preservadas e em outros onde o impacto humano estava mais avançado. O princípio é relativamente simples, mas com um efeito muito significativo para o planejamento de atividades de vigilância e controle entomológico”, disse Ramos.
Os mapas, por outro lado, possibilitarão uma grande economia de recursos financeiros e humanos, segundo o mestrando. “Com esse mapeamento será possível estimar a distribuição dos mosquitos e direcionar o controle sem precisar visitar as áreas previamente”, disse.
Ramos explica que serão utilizados dois modelos biológicos. Um deles será capaz de dizer qual é a probabilidade de existência de determinada espécie. O outro dirá se o hábitat é adequado ou não para cada espécie.
“A área tem uma região serrana à sua volta e não temos pontos amostrais nesses locais. Então, não poderemos extrapolar os dados para lá, mas apenas para as áreas de planície”, disse.
Fonte: FAPESP
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Inacreditável: dados revelam que 57 milhões de brasileiras com 25 anos ou mais jamais realizou o exame de mama!!!!

32% das brasileiras que moram nas cidades jamais fizeram o exame
A 3ª edição do "Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça", relatório divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na terça-feira, revela que pelo menos um terço das 57 milhões de brasileiras com 25 anos ou mais de idade jamais realizou o exame de mama. Isso equivale a um contingente de 19 milhões de mulheres (praticamente toda a população da Grande São Paulo, a região metropolitana mais populosa do Brasil) que nunca pisou em um consultório médico para prevenção do câncer de mama, um dos cânceres que mais matam no país.
Segundo a pesquisa, lançada pelo Ipea, a SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e a Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), 32% da população feminina adulta das cidades nunca fizeram o exame. Entre as mulheres do campo, o quadro só faz piorar, lá o percentual de mulheres que jamais tiveram acesso a um exame de mama praticamente duplica, chegando a 63%.
O "Retrato das desigualdades de gênero e raça" analisa microdados coletados pelo IBGE nos últimos 14 anos (Pnads de 1993 a 2007).
Fonte: Ciência e Saúde
domingo, 7 de dezembro de 2008
Boas notícias: começará a ser testada pelo Butantan vacina contra Leishmaniose Visceral!!!
Butantan testa em cães a primeira vacina contra leishmaniose visceral
Em janeiro a fábrica da vacina deve ser construída.
Cerca de 90% das pessoas não tratadas morrem da doença.
Nesta sexta-feira (5), cientistas se reúnem durante o dia inteiro no Instituto Butantan, em São Paulo, para discutir os detalhes de como produzirá uma vacina contra a leishmaniose visceral. No próximo ano, o Brasil dá início aos testes, em cachorros. A reunião deve estipular os valores desses ensaios, quanto tempo durarão e o número de doses necessárias para conter a doença.
A vacina foi desenvolvida nos Estados Unidos, no Infectology Disease Res. Institute (IRDI), em conjunto com o Brasil, durante os últimos dez anos. Por lá, ela foi testada em camundongos -- para verificar sua eficácia -- e em cerca de 30 pessoas -- conferindo que não há risco para a saúde. “Sua eficácia é maior do que 70%”, diz o pesquisador Isaias Raw, presidente da Fundação Butantan.
Agora, a vacina será testada em cães por três instituições brasileiras. “O objetivo é verificar a mortalidade e analisar como ela age nos animais”, afirma Antonio Campos-Neto, do Forsyth Institute, dos Estados Unidos. Os testes deverão durar no mínimo um ano. “Com a biologia molecular isso poderá ser feito mais depressa, vamos debater a possibilidade”, explica Raw.
A vacina contra a leishmaniose visceral será produzida em uma fábrica microbiana estimada em R$ 23 milhões -- R$ 5 milhões provenientes do Instituto Butantan. Os pesquisadores acreditam que em janeiro os recursos estejam disponíveis. Se isso ocorrer, a instalação ficará pronta em abril.
Fábrica microbiana
Os pesquisadores identificaram uma proteína, no protozoário responsável pela doença, que pode ser usada como vacina. Eles inserem a informação genética dessa proteína em bactérias. Esses seres, por sua vez, produzem em massa a proteína que dará origem à vacina. A vacina contra a hepatite é produzida usando essa idéia.
Os cientistas afirmam que a vacina é livre de efeito adverso. Assim que aprovada pelo Ministério da Saúde, imediatamente começará a ser produzida. Por enquanto, os pesquisadores não falam em quanto tempo ela estará disponível para a população. Mas o pesquisador Raw brinca: “Tenho 82 anos, pretendo ver essa vacina ser distribuída”.
Haverá uma variação da vacina. Uma será feita especificamente para os cães, que transmitem a doença aos humanos, e outra para as pessoas já contaminadas. “Reduzindo o número de pessoas expostas à doença e tratando as doentes, diminuiremos radicalmente o problema”, explica Raw.
Para isso a vacina deverá ser submetida ao controle do Ministério da Agricultura, depois de respondidas questões como: quantas doses serão necessárias para imunizar cada cão, por quanto tempo será ativa e qual a forma mais econômica de produzi-la, levando em conta o universo a ser vacinado.
O pesquisador Steven Reed, do IRDI, deverá disponibilizar os lotes iniciais da vacina produzida nos Estados Unidos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o programa Fapesp – SUS investirão R$ 2 milhões nos ensaios clínicos que serão realizados até meados de 2009, nas regiões de maior incidência da doença.
Entenda o que é leishmaniose visceral
A leishmaniose visceral ou doença de calazar é causada por um protozoário. Pode atingir seres humanos e animais como cães, raposas e até gambás. A transmissão ocorre por meio da picada do inseto conhecido popularmente como mosquito-palha, birigui, asa branca, tatuquira e cangalhinha. Eles picam os animais infectados e transmitem a leishmaniose visceral aos humanos.
A doença acomete órgãos do corpo como o fígado e o baço. Os sintomas mais freqüentes são febre, aumento do volume desses órgãos, emagrecimento, complicações cardíacas, problemas circulatórios, desânimo, abatimento extremo, apatia e palidez. Os doentes podem ter também tosse, diarréia, respiração acelerada, hemorragias e sinais de infecções. Quando não tratada, a doença pode levar à morte até 90% dos infectados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a leishmaniose visceral uma das seis maiores endemias do planeta por infectar cerca de 2 milhões de pessoas. Na América Latina, 90% dos casos ocorrem no Brasil, especialmente na região Nordeste. Em 2006, 1.810 apresentaram a doença.
Nas últimas duas décadas, a leishmaniose visceral se espalhou de focos isolados no interior do Nordeste para surtos no Norte, Centro Oeste e Sudeste. O estado de São Paulo registra casos em humanos desde 1999. Mas, atualmente, não existe vacina contra ela. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento específico feito com uso de medicamentos, repouso e alimentação adequada.
Fonte: G 1
Diante da preocupação com as Leishmanioses, já que o número de casos humanos da doença vêm aumentando em nosso estado, fato mencionado no post acima, uma equipe da SES/MT e SMSs está reunida (01/12 a 12/12/08) em Barra do Garças, MT para uma qualificação com enfoque na identificação dos principais vetores da doença (flebotomíneos).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Morar perto de parques 'melhora saúde' de ricos e pobres, indica pesquisa
Pesquisadores concluíram que desigualdade em relação à saúde caía em áreas verdes.
Morar perto de parques ou outras áreas verdes ajuda a melhorar a saúde das pessoas, independentemente da classe social, sugere um estudo publicado na revista acadêmica "The Lancet".
Cientistas da Universidade de Glasgow analisaram os certificados de óbito de 366.348 pessoas na Inglaterra entre 2001 e 2005 para verificar a ligação entre diferentes causas de morte e acesso a áreas verdes.
Eles descobriram que em regiões onde há mais áreas verdes, a diferença entre ricos e pobres em relação às condições de saúde caía quase pela metade.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que usar parques e áreas verdes para caminhadas e outras atividades ajuda a combater a pressão alta e reduz os efeitos danosos do estresse.
"Nem todo mundo tem o mesmo acesso a áreas verdes, mas quando as pessoas têm acesso, elas tendem a usá-las, independentemente da classe social a que pertencem (e) isso tem um impacto direto na sua saúde", disse o pesquisador Richard Mitchell.
Mitchell afirmou que medidas para reduzir a desigualdade entre ricos e pobres ainda são necessárias, mas que o governo deveria levar a pesquisa em consideração ao planejar áreas urbanas.
sábado, 29 de novembro de 2008
Você está na luta contra a Dengue??? Espero que sua arma não seja hipoclorito ou afins......
| Identificados mecanismos ligados à resistência de ovos do 'Aedes aegypti' ao ressecamento A capacidade dos ovos do mosquito Aedes aegypti de permanecer em uma fortaleza por mais de um ano, aguardando por situação ambiental favorável para se desenvolver, é uma vantagem considerável para o mosquito e um grande desafio para o controle da dengue. Ovos de A. aegypti têm grande resistência à dessecação, o que permite que sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, esperando pelo início do próximo verão, quando darão origem a novas larvas. Uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) estudou os mecanismos genéticos e bioquímicos envolvidos nesse processo de impermeabilização e pode servir de base para o desenvolvimento de alternativas para o combate ao principal vetor da dengue. Um desdobramento fundamental da descoberta para a prevenção é muito simples: como os ovos adquirem resistência muito rápido, apenas 15 horas após a postura, isso reforça mais uma vez que a eliminação dos focos é a maneira mais eficaz de combater o vetor da dengue. Pesquisas anteriores já haviam indicado que os ovos de A. aegypti podem permanecer até um ano em condições adversas, sem contato com água, e dar origem a mosquitos, mas os mecanismos por trás desta característica não estavam esclarecidos. “Assim que depositados, os ovos passam a absorver água, aumentam de volume, desenvolvem uma casca escura e rígida e, ainda durante a embriogênese, que dura aproximadamente 60 horas, tornam-se impermeáveis, adquirindo grande resistência em ambientes pouco favoráveis, onde não existe água”, afirma o biomédico Gustavo Rezende, pesquisador visitante do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do IOC. Os ovos se tornam rígidos e escuros em cerca de três horas após a postura. Trabalhos anteriores, realizados no IOC, haviam mostrado que, antes das 15 primeiras horas de embriogênese, os ovos continuam perdendo água se transferidos para ambientes secos - ou seja, continuam permeáveis. “Nossa pesquisa revelou que nesse mesmo intervalo de tempo ocorre uma mudança morfológica nos ovos, com a formação de uma fina membrana, a cutícula serosa, que se desenvolve por baixo da casca envolvendo todo o embrião e provavelmente está relacionada à impermeabilização dos ovos”, conclui o pesquisador, que desenvolve o trabalho desde o doutorado no programa de pós-graduação em biologia molecular e celular do IOC. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores aplicaram cloro, material capaz de reagir com proteínas presentes na casca e desmanchá-las, sobre a superfície de ovos em diferentes estágios de desenvolvimento. “Encontramos uma mudança estrutural importante entre os ovos com menos e com mais de 15 horas de embriogênese”, explica o pesquisador. “Aqueles com mais de 15 horas de vida apresentavam a cutícula serosa e mantiveram sua integridade, enquanto os menos desenvolvidos desmancharam-se completamente em poucos minutos em contato com o cloro”. Outra evidência do papel desempenhado pela cutícula serosa foi obtida por meio de testes fisiológicos com ovos do A. aegypti. “Transferimos ovos com pouco menos e pouco mais de 15 horas de desenvolvimento de um ambiente úmido para um seco. Observamos seu comportamento até três dias depois do fim da embriogênese e avaliamos sua viabilidade, colocando-os novamente em contato com a água”, explicou o biomédico. “Enquanto nenhum dos ovos com menos de 15 horas resistiu, todos os outros chegaram incólumes ao fim do teste e se mostraram capazes de produzir larvas”. O novo conhecimento é importante para aperfeiçoar as estratégias de combate ao mosquito. “Estudar a formação dessa cutícula é importante para compreendermos a longa resistência à dessecação apresentada pelos ovos do A. aegypti”, pondera. “Entendendo os mecanismos envolvidos nesse processo, podemos desenvolver produtos e estratégias de combate à dengue voltados especificamente para essa fase do ciclo de vida do mosquito, ainda pouco explorada como iniciativa de controle da doença”. Uma barreira impermeável de quitina e lipídeos Para entender melhor a relação entre cutícula serosa e impermeabilidade do ovo, o estudo analisou a composição bioquímica da membrana. “Nossos testes revelaram que um dos componentes dessa estrutura é a quitina, um polímero de açúcar presente no esqueleto externo dos artrópodes, como insetos e aracnídeos”, conta Gustavo. “Para chegar a esses resultados extraímos a cutícula serosa de ovos do mosquito e a analisamos com marcadores específicos para açúcares que compõem a quitina, além de realizarmos ensaios bioquímicos que quantificaram a presença de quitina nessa estrutura”. O biomédico afirma que o estudo também encontrou evidências genéticas que reforçam a relação entre a produção da cutícula serosa e a impermeabilização dos ovos. A análise genômica da serosa (camada que reveste o embrião e a partir da qual se forma a cutícula serosa), registrou a expressão de genes ligados tanto à produção de quitina quanto de uma classe de lipídeos que possui importante papel em processos de impermeabilização em plantas, animais e artrópodes. Para Gustavo, essa descoberta pode ser importante para o desenvolvimento de novas formas de controle do mosquito transmissor da dengue. “Hoje sabemos quais genes estão relacionados à produção desses lipídeos e que eles também são importantes como impermeabilizantes para o inseto adulto, que vive em ambiente seco”, argumenta. “A partir de estudos como esse, portanto, talvez seja possível desenvolver inibidores para sua atividade, que impeçam a formação dos ovos, permitam sua degradação ou ainda induzam a formação de adultos despreparados para o ambiente seco, levando a sua morte por desidratação”. Gustavo ressalta, no entanto, que a cutícula serosa pode não ser a única responsável pela impermeabilização dos ovos. “Ovos de outros mosquitos que não resistem ao seco passam por processos de formação da cutícula serosa muito similares ao do Aedes aegypti”, pondera o especialista. “Porém, apresentam diferenças no tamanho, na cor escura e na espessura de suas cascas, o que mostra que, além da cutícula serosa, outros fatores podem estar relacionados à impermeabilidade dos ovos”. |
| Fonte: Agência Fiocruz |
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Pela urina do mouse...
Marisa perguntou ao Lula:
- Moooor, o que é leptospirose?
E Luiz Inácio respondeu, na bucha:
- Copanhêra, é uma doença que ataca os usuário de lépitópi. É transmitida pela urina do mauzi.
Peguei da Carla! Agora já foi! Me processe se quiser...
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Disidrose
DISIDROSE

Na disidrose, surge primeiro o prurido (coceira) que se segue do aparecimento de pequenas vesículas endurecidas esbranquiçadas ou amareladas, embaixo da pele, com aspecto de grãos de “sagu”, atingindo principalmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés. Posteriormente, tendem a secar, ficando a pele espessada, endurecida, podendo descamar ou “rachar” até o tecido mais profundo, ocasionando fissuras doloridas. A coceira pode ser intensa e o ato de coçar pode romper as bolhas que eliminam líquido transparente. Na verdade, a manifestação pode variar desde uma coceira leve até assumir formas bastante desconfortáveis, acompanhada de ardência e/ou dor. As lesões podem ocorrer em pequeno número ou acometer praticamente toda a superfície das mãos ou dos pés. Em alguns casos, pode ocorrer infecção bacteriana secundária e se acompanhar de secreção com pus.

-Contato acentuado com água
-Distúrbio funcional das glândulas de suor,
-Fatores emocionais e estresse,-Infecções fúngicas,
-Determinados medicamentos, como por exemplo, penicilina.
Além disso, a disidrose pode se associar à dermatite atópica ou a dermatite de contato.
Tratamento :
- afastamento da causa,
- cuidados gerais,
- uso de medicamentos tópicos (cremes e pomadas)
Obrigado à Renatinha!
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Raiva?! Raiva?! Nem, pensar!!!!!

O Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, e o ministério confirmaram na quinta-feira passada o primeiro caso de cura de raiva em humanos no País. Um rapaz de 15 anos eliminou o vírus da doença, contraído após a mordida de um morcego hematófago, depois da aplicação de tratamento experimental originado nos Estados Unidos e que combina sedativos com antivirais.
A raiva é uma doença transmitida por animais e que mata, depois de gerar um quadro de dor de cabeça, salivação excessiva, convulsões e mudança de comportamento. Dois óbitos ocorreram neste ano no País, um por morcego, outro por mordida de macaco. A queda no número de cães transmissores do problema deve-se ao sucesso de campanhas para vacinação dos bichos contra a doença.
No entanto, em razão de os morcegos passarem a ser o principal risco, é preciso divulgar mais outras estratégias de prevenção, explica Wada. A primeira é que mordidas deste e de outros animais silvestres, como macacos, também devem ser obrigatoriamente seguidas por lavagem da ferida. Rapidamente, a vítima deve buscar um serviço médico para ser vacinada contra a raiva humana e/ou receber soro anti-rábico. A presença de morcegos em região habitada deve ser alertada às autoridades de saúde e agricultura, recomenda ainda a pasta.
Fonte: Agência Estado
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Fique atento: ocorreu aumento no número de casos de depressão decorrentes das condições de trabalho!!!!
Aumentam casos de depressão decorrente do trabalho, diz governo
Levantamento feito pela Previdência Social entre 2006 e 2008 aponta um aumento nos casos de depressão decorrentes das condições de trabalho. O crescimento foi superior ao registrado de doenças na coluna e articulações. No mesmo período, caiu o número de acidentes de trabalho envolvendo lesões e traumatismos em geral.
Os casos de depressão e demais transtornos mentais e de comportamento aumentaram de 0,4% para 3% sua participação no volume total de auxílios-doença pagos na categoria de "acidentes de trabalho". Esse aumento só não superou o registrado no grupo dos tumores.
A classificação de uma doença como acidente de trabalho cabe ao médico perito e impõe ônus aos empregadores, como a garantia de estabilidade por 12 meses, depois de o trabalhador se recuperar. A Previdência paga aos afastados por mais de 15 dias benefício mensal entre um salário mínimo (R$ 415) e o teto de R$ 3.038,49.
Remigio Todeschini, diretor do departamento de saúde e segurança ocupacional da Previdência, avalia que havia subnotificação dos casos de depressão classificados como acidentes de trabalho. Projeção feita em 2000 pela Organização Mundial da Saúde indica que casos de transtornos depressivos vão mais do que dobrar no período de 20 anos.
Regras
No início de 2007, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou a metodologia adotada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para classificar doenças do trabalho e instituiu o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário), que cruza a classificação internacional de doenças com a incidência delas.
Os peritos usam a listagem para apontar relações entre a doença e a atividade. Desde a mudança, mais do que dobrou o número de casos classificados como acidentes de trabalho.
Entre os fatores de risco de transtornos mentais, o decreto lista a exposição a substâncias tóxicas e situações como ameaça de perda de emprego e ritmo de trabalho penoso.
O decreto permite às empresas contestar o vínculo entre a doença e o trabalho -por ora, não há recursos.
O decreto também lista 78 atividades que imporiam mais risco. Segundo o professor da UnB e consultor do Ministério da Previdência, Wanderley Codo, os mais suscetíveis são bancários, professores e policiais.
Fonte: Folha de S.Paulo
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Mão humana abriga maior número de bactérias do que se pensava!!!!!

As mulheres têm uma maior variedade de bactérias na palma das mãos do que os homens, segundo pesquisadores americanos.
O estudo, publicado na revista acadêmica "Proceedings of the National Academy of Sciences", também descobriu que a mão humana abriga um maior número de bactérias do que se pensava anteriormente.
Usando técnicas avançadas de seqüenciamento de genes, os pesquisadores descobriram que, em média, uma mão tem cerca de 150 tipos diferentes de bactérias.
Os pesquisadores da University of Colorado at Boulder detectaram e identificaram mais de 4,7 mil espécies de bactérias nas 102 mãos envolvidas no estudo.
No entanto, apenas cinco espécies eram compartilhadas entre todos os 51 participantes.
Até mesmo as palmas direita e esquerda do mesmo indivíduo compartilhavam uma média de apenas 17% dos mesmos tipos de bactéria.
"O grande número de espécies de bactérias detectadas nas mãos dos participantes foi uma grande surpresa e também a maior diversidade encontrada nas mãos das mulheres", disse Noah Fierer, líder da pesquisa.
'Pele acídica'
Fierer disse que a maior variedade de bactérias encontrada nas mãos das mulheres pode ser devido ao fato de que os homens tendem a ter a pele mais acídica, o que representa um ambiente mais duro para as bactérias.
Uma outra explicação estaria nas diferenças em suor, glândulas oleosas ou produção de hormônios ou no fato de que as mulheres e os homens usam cosméticos, como creme para as mãos, de maneiras diferentes.
Os pesquisadores também verificaram que lavar as mãos tem um impacto baixo na diversidade de bactérias encontrada nas mãos de um indivíduo. Alguns grupos de bactérias eram mais abundantes depois da lavagem, outros menos.
No entanto, eles afirmam que lavar as mãos com produtos feitos especificamente para combater bactérias ainda é uma forma eficaz de minimizar o risco de doenças.
A grande maioria das bactérias não é danosa, e algumas até mesmo protegem contra a disseminação de doenças.
A diversidade de tipos de bactérias encontrada na palma das mãos era três vezes maior do que a encontrada no antebraço e cotovelo e parecia ultrapassar até mesmo o número verificado na boca e no intestino baixo.
Os pesquisadores esperam que o trabalho ajude a estabelecer uma "base de referência saudável" para as bactérias encontradas na mão humana, o que poderia ajudar a identificar quais espécies estão ligadas a quais doenças.
Fonte: BBC Brasil
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Tiro pela culatra: Vacina da Merck contra Aids facilitou infecção, aponta estudo!!!!!
A pesquisa, realizada no Instituto de Genética Molecular de Montpellier (França), mostra como essa vacina, que despertou grande esperança para vencer a Aids, não apenas foi ineficaz para impedir a infecção com o vírus, como a facilitou.
A vacina utilizada pela Merck nos testes era baseada em uma amostra enfraquecida de um vírus muito comum do resfriado, o Adenovírus 5 (Ad5), como vetor de porções de HIV no organismo. Essas porções deveriam deflagrar, normalmente, uma resposta do sistema imunológico contra uma infecção posterior pelo HIV.
O que ocorreu foi que os anticorpos gerados pela vacina se ligavam à superfície das células imunológicas e facilitavam a entrada de partes do vírus HIV. Uma vez dentro da célula, o HIV infecta a célula, especialmente os linfócitos T, principal componente do sistema imunológico.
A constatação foi comprovada quando os cientistas descobriram, três anos depois do início do teste clínico, que um número de participantes que receberam a vacina experimental e tiveram uma resposta imunológica aos adenovírus era cada vez mais numeroso em termos de infecção pelo HIV.
A pesquisa, publicada na versão on-line do "Journal of Experimental Medicine", mostra que a presença durável, no organismo, dos anticorpos gerados no ciclo natural das infecções com os adenovírus pode alterar a resposta imunológica à vacina anti-HIV.
Uma das preocupações causadas pela vacina Ad5 foi que a reação imunológica do corpo ao adenovírus provocasse uma rejeição da vacina por parte do organismo antes que uma resposta anti-HIV pudesse se desenvolver, explicam os cientistas.
De fato, o HIV se propagou em culturas celulares em laboratório três vezes mais rápido na presença de anticorpos produzidos para reagir à infecção pelo adenovírus Ad5.
A vacina da Merck foi testada, a partir de 2004, no Brasil, Estados Unidos, Austrália, Peru, Porto Rico e África do Sul. Ao contrário das vacinas tradicionais, já testadas sem sucesso contra o vírus da Aids e que tentam reforçar a imunidade do organismo, a vacina da Merck visava a estimular os linfócitos T.
Fonte: Folha on line
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Horário de verão aumenta risco de infarto, diz estudo
Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de infartos, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia.
Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de infarto do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios --principalmente nos três primeiros dias.
"A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos.
Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios.
"Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Rickard Ljung.
Com base no registro de infartos na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.
Sono a mais
Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de infartos na segunda-feira seguinte.
A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.
Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de infartos é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato.
"Sempre se pensou que a causa da maior incidência de infartos às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", disse Janszky.
Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.
"Pessoas mais propensas a sofrer um infarto devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou.
Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.
"Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de infartos do miocárdio que isto pode provocar", afirmou Ljung.
Bem que eu dizia... Mas precisou alguém importante dizer, pra acreditarem!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Precaução suspende comercialização de medicamento para obesidade!!!
Acomplia, da sanofi-aventis, pode ter efeitos colaterais psiquiátricos.Falta de cuidado dos pacientes explica, em parte, reações adversas.
A companhia farmacêutica sanofi-aventis decidiu acatar recomendação da Agência de Medicamentos da Europa (EMEA) e suspender a venda do rimonabanto (nome comercial: Acomplia) em todo o mundo, inclusive no Brasil. O rimonabanto chegou ao mercado mundial em junho de 2006, liberado pela mesma agência européia, após resultados animadores em estudos clínicos de tratamento da obesidade.
O medicamento, nos testes realizados com milhares de pacientes, foi capaz de auxiliar na redução de peso, melhorar os níveis de gordura no sangue e facilitar o tratamento de diabetes. O que preocupava os médicos, o fabricante e as agências reguladoras era o fato de que o uso do rimonabanto, durante as pesquisas, mostrou que existia uma limitação de sua utilidade em pacientes com problemas psiquiátricos, notadamente depressão.
Qualquer medicamento lançado no mercado deve ser acompanhado após o início de sua comercialização, pois seus resultados no mundo real podem ser diferentes dos obtidos nos grupos controlados dos trabalhos científicos. Essa preocupação vêm se tornando cada vez maior depois que novas drogas tiveram de ser retiradas de circulação pela constatação de conseqüências inesperadas do seu uso.
A recomendação da agência européia para a suspensão da venda do Acomplia veio justamente depois da revisão dos dados coletados, não só do uso da substância no mundo todo como também de novos estudos que ainda estão em andamento. Especialistas em doenças cardiovasculares, diabetes e doenças psiquiátricas convocados pelo EMEA para rever todos os dados disponíveis sobre o rimonabanto chegaram a uma conclusão. A droga pode auxiliar o redução de peso em pacientes obesos ou com sobrepeso, porém sua utilização pelos médicos e pacientes não vem seguindo as recomendações estabelecidas e pode aumentar o risco de problemas graves.
Os dados de utilização mostraram que os pacientes usam o medicamento por um tempo menor do que o indicado e que pacientes com problemas psiquiátricos ou em risco de desenvolvê-los estão usando o remédio, embora exista uma clara recomendação de isso não seja feito.
Em nosso país o problema pode ser maior ainda. Os mecanismos de controle de venda sabidamente não são os mais eficientes e muitos médicos cedem à solicitação de pacientes para prescrição de drogas novas que muitas vezes não conhecem. A indicação dos europeus, que deve ser seguida, é de que os pacientes que estão utilizando o remédio devem conversar com seus médicos sobre seus fatores de risco e programar sua nova prescrição.
Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN





